Xirê de Iansan no Axé de Ogun Xorokê de Pai Paulinho em Porto Alegre,RS.

yansan

Meus amigos, é com grande satisfação que falo para vocês a minha emoção de ter participado no dia 15/11 passado de um xirê fora da Bahia. Foi no Axé de Ogum Xoroque em Porto Alegre, RS do Pai Paulinho onde a orixá homenageada era a belíssima, a irradiante, a poderosa, a majestosa, a charmosa YANSAN que com todos estes predicados esbanjou por todo o abassá o seu forte, e poderoso axé que possui reconhecidamente desde tempos imemoriais. Estou muito feliz por ter feito mesmo por tão pouco tempo, parte daquela honrada, briosa, e batalhadora família de santo tão bem liderado pelo meu caríssimo irmão Paulinho de Xoroque, a esplendorosa Nica, e a belíssima Paloma aquém devo meus sinceros respeitos, e admiração.

Òlorún Mààdobe!

Yá Maci Male!

Ire o, o, o!

Saudações!

Òlorún mbe!

Deus existe!

Isso será necessário?

200px-Oxala

O povo antigo do candomblé varia vezes se pergunta se valeu a pena ter sofrido muito com a repressão religiosa que era muito forte naquela época para cultuar, e divulgar o que os nossos ancestrais trouxeram da África?

Porque tenho a certeza de que a maioria não sabe, mas a célula de resistência do candomblé naquela época foi várias vezes presas, escorraçadas, desmoralizadas, aviltadas, e várias até mesmo mortas, assassinados a mando da burguesia ( povo rico ) que diziam ser a nossa religião magia negra. Coisa do diabo.

Graças a Òlorún a esses bravos resistentes do candomblé que eram todo povo de santo como Babalorixá, Yalorixá, Ogan Ekedi, Yawo, e todo os componentes que forma uma família de santo nós temos o nosso direito de cultuar os nossos Orixás, mas me preocupa é o desvio do caminho, e o desprezo pela essência natural da religião deixado pelos ancestrais, e que esse povo todo sofreu para mantê-la viva. Será que estamos precisando de um livro único de que direcione tudo dentro da nossa amada religião como acontece nos cristãos com a Bíblia, ou no mulçumano com o Alcorão? Ou o budista com o livro que direciona o budismo?

Será que estamos precisando disso?

Será que estamos precisando de fato?

Será?

Òlofin mbe!

Deus existe!

Uma demonstração de amor!

Meus irmãos eu não tenho formação universitária, mas tenho a opinião formada em tudo que vejo, que toco, e que escuto. Além dos conhecimetos que são poucos, adquiridos nessa minha jornada de serviçal dos Orixás ando ainda encantado com as coisas que acontece nessa nossa querida Religião. Não sei se já se deram conta de que todas as coisas do Culto aos Orixás é falado, e mostrado em forma de enigmas. Ninguém nunca fala ou ensina nada de maneira conclusiva! Sempre deixam um espaço aberto! Em conversa com uma pessoa mais experiente no assunto em dado momento ele abordou sobre os Orixás que não são cultuados no Brasil, e os raros que aqui estão.
Escutei-o atentamente, memorizando ávidamente  seus conhecimentos. Depois de disto passei meses pesquizando tudo aquilo que ouvira do sábio senhor em livros de autores idôneos como José Beniste, Pierre Verger, vários sites na internet, e outros chegando a conclusão de no que se refere ao Orixá Roko (Iroko), e o Nkisi Tempo do candomblé Angola  não serem os mesmos Orixás porque a maioria das pessoas, e das pesquisas indicam que o Nkisi Tempo é uma designação o que em Iroko é justamente o contrário. Ele é o primordial dos primordiais, e é conhecido desde tempos imemoriais como: na Mesopotâmia e Babilónia como Enki, o Leão Alado, que acompanha todos os seres do nascimento ao infinito; cultuado no Egipto como Anúbis, o deus Chacal que determina a caminhada infinita dos seres desde o nascimento até atravessar o Vale da Morte. Também venerado como Teotihacan entre os Incas e Viracocha entre os Maias como o Senhor do Início e do Fim; também presente no Panteão Grego e Romano, onde era conhecido e respeitado como Cronus, o Senhor do Tempo e do Espaço, que abriga e conduz a todos inexoravelmente ao caminho da Eternidade. Isso sem contar com os fundamentos que são diferentes.
Esta é a minha opinião.
Ire o, o, o!
Saudações!

Ensinamentos de Cainã Tupinambá

ENSINAMENTOS DO CABOCLO TUPINAMBÁ!
 Cainã nos ensina:
 A fé nos incrédulos, recua nos imprevistos, e é levada pela enxurrada da derrota para o oceano da miséria; já aos crentes fervorosos a fé é perene, forte, dolorosa, dolorida, sofrida, mas enfim, transpõe o intransponível, e alcança seu objetivo.
Quem deixa de cumprir compromissos com a sua fé religiosa estará faltando com Deus porque não importa o nome que ELE tenha o bom é cumprir sempre o que  foi prometido, e assim viver em paz consigo, e com o seu anjo de guarda.
Pergunta-se:
Como se pode confiar em alguém que deixa de cumprir compromissos com o seu credo religioso?
O melhor da língua é ficar parada porque assim não se cansa, por isso quem ta fora não entre, e quem ta dentro não saia sem que tenha um motivo muito justo aos olhos deles. Não adianta fazer, falar, e pensar em nada porque será descoberto, e então estará em falta consigo mesmo.
A tristeza do homem que não tem medo de morrer é se sentir impotente diante da morte.
A morte é o único caminho seguro para se chegar até DEUS, mas todos têem o direito de escolher por qual seguirá! Na verdade eles são mostrados quando ainda se está vivo!
                                     Reflexão de Cainã
 Não me julgo melhor do que ninguém. Alguém é que é pior do que eu.
Não existo mais nesta terra. O que ainda anda nela é o meu cansado corpo na certeza de que um dia alguém o entregue a ela, e aí estarei completo de novo.
A competência de um, é fruto da incompetência de outro.
Se achar que tem experiência na vida, não peça conselhos aos outros. Fique calado.
Se por inteligência, melhor condição, ou vaidade pensa que vai ser o primeiro, Na verdade não chegou nem a última colocação.
 Sei que os outros me criticam, mas não sabem as barbaridades de que falam deles.
Você não é tudo aquilo que mostra, e sim o que esconde.
O castigo pra injúria não vem só pro injuriado, chega ao injuriante também.
Nem todos Babalawôs tem o dom de ver. Podem até olhar.
Eu não sei nada, mas à vista de quem sabe muito eu sei muito mais.
Quem em qualquer situação antes do final se der por vencido, é porque já nasceu derrotado.
Nem sempre a teoria condiz à prática. Uma explica uma coisa, que na outra pode ser bem diferente.
Falar de Orixás, e com Orixás é pelo menos saber declamar versos de 4096 poemas do ODÚ.
Quando se corre de alguma coisa e não consegue evitar, é porque o destino já está traçado.
Babalorixá não é só ser “Pai de Santo”. É acima de tudo ser filho amoroso, e obediente aos Orixás.
Quando alguém fala vou morrer, é porque já está morto.
Se não tem o que falar, fique calado.
Se alguém se propõe fazer alguma coisa, e vem mostrando dificuldade o serviço vai ser mal feito.
Se alguém vai fazer alguma coisa pra outrem e cria dificuldade, não quer fazer, e se fizer é por força de alguma coisa.
Cultuar Orixás não é só saber fazer festas, obrigações, ebós, fetiços, e guardar resguardos.
Cultuar Orixás é acima de tudo procurar saber e entender tudo o que está abaixo ou acima deles, é procurar entender os seus nuances.
Orixá feliz=Elegun feliz. Orixá zangado=Elegun desafortunado.
Quem tem medo de morrer nem chega a viver, Já nasce morto.
Toda prisão cerceia, entretanto nem toda liberdade liberta.
A prisão de quem se imagina preso, pode ser uma liberdade mal aproveitada.
Bessein zangado é mais que uma dan. É uma cobra.

Reflexão

Reflexão.
Com a idade avançando a cada hora, a cada dia, e a cada ano volta e meia me vejo no meio de reflexões. Reflexões estas que envolve tantas coisas a qual torna-me ainda mais experiente na vida, e principalmente na de santo. Com quase meio século de iniciado no Culto aos Orixás(candomblé) é perceptível, quase até palpável o que faz pessoas atualmente escolher o Culto a Orixás para desenvolver-se religiosamente.
 Essas pessoas além do afã de se submeter aos mistérios da iniciação que os deixam com certeza na expectativa de um mundo melhor ouvem também de falsos cultuadores de Orixás de que se a pessoa se conduzir bem terá tudo de bom. A vida melhorará! A vida mudará da água pro vinho! Falsa informação para encher a casa de filhos de santo porque como diz o ditado de que “a flor quando nasce para furar de pequena traz os espinhos” assim é também na vida das pessoas porque todo acontecimento foi programado por Olorún daí então Ele nos deu o livre arbítrio de escolher. As pessoas inteligentes escolhem melhorar as coisas boas, e limpar as coisas ruins, então assim, só assim as coisas acontecem com bastante grandeza, porém só o que a pessoa pode suportar.
De dez pessoas que estão no candomblé sete são com interesse de enriquecer ou ficar bem de vida por causa da falsa informação de alguém ficara bem de vida porque Exú tal ou Orixá tal em que ele é feito lhe deu tudo nas mãos. Ledo engano! Porque quem exibem melhoras na vida recebeu de Olorún o restante é fruto de que a pessoa soube usar corretamente. Nesta longa vida de serviços aos Orixás tenho visto e conheço Babalorixás, e Yalorixás muito bem na vida, assim como também outros tantos bem humildes, contudo não devemos descrer de que nossos Orixás não tenham participação em tudo que acontece na nossa vida! Tem sim! Entretanto de maneira tão santificada que poucos percebem os trabalhos que eles têm.
Por isso para àqueles que estão querendo entrar, e ou os que já estão aceitem os Orixás sem cobranças, sem promessas, e os pedidos que sejam só de boa sorte porque o que acontecer de bom ou ruim será conseqüência de suas ações.

Constituição Federal de 1988.

ARTIGO 5º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
                             DE 1988.
Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
TEMPLOS RELIGIOSOS–A IMUNIDADE DO ART.150, VI, B DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL.
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
VI – instituir impostos sobre:
b) templos de qualquer culto.

História de Orixás Funfun

Nkisi
África
No panteão dos povos de língua kimbundu, originários do Norte de Angola, O Deus supremo e Criador é Nzambi ou Nzambi Mpungu; abaixo dele estão os Minkisi (do kimbundu Nkisi ou (plural) Minkisi ou Mikisi receptáculos), divindades da mitologia Bantu. Esse deus corresponde à Olorun e os Orixás da mitologia Yoruba e do Candomblé Ketu.
Brasil
Os principais Minkisi (plural de Nkisi) no Brasil são:
Aluvaiá, Pambu Njila, Vangira, Maviletanga : – Intermediário entre os seres humanos e o outros Minkisi, é ele quem percorre todos os caminhos e encruzilhadas. Sendo uma divindade guardiã, Pambu Njila protege a Inzo (casa). Senhor da fecundação. Em algumas casas de culto a essa divindade há quem afirme a existencia de uma divindade feminina no culto aos familiares de Pambu Njila, sendo ela denominada de Panjira ou Vanjira.
Qualidades: tranca-rua, tata caveira, tiriri, marabô, arranca-toco, mirim.
Nkosi, Roxo Mukumbi (H=R), Panzuá, Xauê: – Nkisi de guerra e Senhor das estradas de terra. Mukumbi, Biolê, Buré, Xoroquê, Rompe Mato, Megê, Naruê são FAMILIARES desta divindade Nkisi.
Mukongo: – Engloba as energias dos caçadores de animais, pastores, criadores de gado e daqueles que vivem embrenhados nas profundezas das matas, dominando as partes onde o sol não penetra.
Kabila: – O caçador pastor. O que cuida dos rebanhos de Mutalambô, Também é um Nkisi ligado a floresta.
Mutalambô, Lembaranguange, Teleku-mpensu: – Caçador, vive em florestas e montanhas, Nkisi de comida abundante.
Gongobira ou Ngongobila: – Caçador jovem e pescador.
Katendê: – Senhor das Jinsaba (folhas). Conhece os segredos das ervas medicinais.
Nzazi, Kambarangunange: – São o próprio raioe o fogo entrega justiça aos seres humanos.
Luango,: É intitulado o Trovão branco
Kavungo, Kafungê ou Kafunjê, Kingongo, Kafundeji: – Nkisi da varíola, das doenças de pele, da saúde e da morte.
Nsumbo – Senhor da terra, também chamado de Ntoto pelo povo do Kongo.
Hongolo ou Angorô (masculino) e Angoroméa ou Hangolo Menha (feminino): – Auxilia na comunicação entre os seres humanos e as divindades (representado por uma cobra).
Kindembu conhecido como Tempo: – Rei de Angola. Senhor do tempo e estações. É representado, nas casas Angola e Kongo, por um mastro com uma bandeira branca.
Kaiango: – Têm o domínio sobre o fogo.
Matamba, Bamburucenda, Nunvurusemavula: – Guerreira, comanda os mortos (Nvumbe).
Kisimbi, Samba_Nkisi, Mina lugando: – A grande mãe; Nkisi de lagos e rios.
Ndanda Lunda: Divindade aquatica, ela é Nda (do Kibundu) ou Ndanda e nobrissima de Lunda, por isso é chamada de Ndanda Lunda – Senhora da fertilidade, e da Lua, muito confundida com Hongolo e Kisimbi.
Kaitumba, kayaya, Kok’eto: – Nkisi do Oceano, do Mar (Kalunga Grande)
Nzumbarandá, Karamose : : – A mais velha das Nkisi, conectada para morte.
Nvunji: – O mais jovem do Nkisi, Senhora da justiça. Representa a felicidade de juventude e toma conta dos filhos recolhidos.
Lembá Dilê, Lembarenganga, Jakatamba, Nkasuté Lembá, Gangaiobanda: – Conectado à criação do mundo.
Nkita
Simbi
O Deus supremo e Criador é Nzambi ou Nzambi Mpungu; abaixo dele estão os Jinkisi/Minkisi, divindades da Mitologia_Bantu. Essas divindades se assemelham a Olorun e Orixás da Mitologia Yoruba, e Olorum e Orixá do Candomblé Ketu.